quinta-feira, 7 de junho de 2018

O DIÁCONO

O DIÁCONO

O DIÁCONO
A palavra diácono tem um significado muito simples. Veio transliterada da língua grega diretamente para a portuguesa. Na língua original, quer dizer "servo".
Tudo indica que a função, conquanto se evidencie no Novo Testamento com este nome, já existia na sociedade hebréia. Moisés tinha os seus auxiliares, porque seus afazeres extrapolavam a sua capacidade humana. Tinha ele, portanto, um pugilo de homens que atendiam a segmentos mais particulares do povo de Deus.

Na Igreja Apostólica, atribui-se ao relato de Atos 6 a instituição diaconal. Por ele, verificamos que a função foi criada para que os pastores fossem assistidos, havendo quem cuidasse dos misteres materiais da comunidade cristã. O projeto de trabalho de Deus, portanto, coloca o pastor no ministério da palavra, do ensino e da oração (6.4), e o diácono na beneficência, assistência e ação social. (6.1-3). E os dois trabalhando em franca harmonia.

E porque esse é um trabalho de essência, os indicados deveriam ser pessoas de qualidade espiritual, exemplo para os mais novos e inspiração para todos (6.3) Os requisitos exigidos dos diáconos são muito claros na Escritura e estão relacionados em Atos 6.3; e 1Timóteo 3.9-13. O diácono deve ser confiável, cheio do Espírito Santo, cheio de sabedoria, respeitável, pessoa de palavra, temperante, não ganancioso, ter uma consciência limpa, irrepreensível, que bem administre os problemas de sua família, que seja um marido fiel, bom pai, que tenha boa reputação, prudente, equilibrado, acolhedor, tenha capacidade de ensino, não levante conflitos, seja tolerante e calmo. E Paulo acrescenta no caso das diaconisas: não sejam maldizentes (segundo a Nova Tradução na Linguagem de Hoje, não faladeiras), moderadas, e fiéis em tudo.

Refletiremos sobre essas qualidades, objetivando ter uma visão abrangente, embora sucinta, do ministério diaconal, auxiliar em tudo do ministério do seu pastor.

PESSOA DE CONFIANÇA
No segmento acima, relacionamos os requisitos exigidos dos diáconos e expostos na palavra de Deus. Os primeiros estão descritos em Atos 6.3.
Não poderia ser mais claro: o diácono há de ser uma pessoa confiável. Isso significa ser alguém em cujos olhos você lê caráter, honestidade e olhar sincero. É uma pessoa em quem não há falsidade. No livro de Jó, a falta de confiabilidade é coisa própria do ímpio. O capítulo 8, versos 14 e 15 desse livro dizem que "a sua confiança é como a teia de aranha.

Encontra-se à sua casa, mas ela não subsiste; apega-se a ela, mas ela não fica em pé".

Muita gente entrou em contato com Jesus e Seu ministério. O Evangelho de João declara que o Mestre não confiava em todos, como está expresso em 2.24: "Mas Jesus não confiava neles, pois a todos conhecia". Mesmo na comunidade cristã, havia pessoas a quem faltava essa abençoada qualidade. É o caso de Diótrefes, cujo comportamento é censurado e os irmãos alertados por não ser uma pessoa de confiança, pois "quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal jamais viu a Deus" (3Jo 9, 11). Paulo também menciona pessoas no meio dos primeiros discípulos, como é o caso de Alexandre (cf. 1Tm 4.14).

Pois é; um diácono, uma diaconisa há de ser pessoa de altíssima confiança, e que compreende o alto relevo de sua função no ministério entre o povo de Deus.

CHEIO DO ESPÍRITO SANTO
A palavra de Deus não faz por menos: o diácono há de ser uma pessoa plena do Espírito de Deus. Que significa essa expressão tão rica de colorido?
A base para a entendermos está em Efésios 5.18: "Não vos embriagueis com vinho, em que há devassidão, mas enchei-vos do Espírito". Por incrível que possa parecer, há um paralelo entre a intoxicação alcoólica e o ser cheio ou pleno do Espírito. Quando alguém se embriaga, seu andar, seu falar, seu tocar estão controlados pelo espírito do vinho, pelos seus vapores. Quando alguém está cheio do Espírito, seu tocar, seu falar, seu caminhar estão controlados pelo Espírito de Deus.
Sua personalidade, então, faz diferença pela influência altamente positiva sobre as pessoas para as quais sua vida se torna exemplo de entrega, dedicação e consagração. É uma pessoa santa, no sentido real da palavra: é uma pessoa diferente.

Esse diferencial fará o contexto de Efésios 5.18 parecer coisa facílima para o detentor da plenitude ou enchimento do Espírito, no caso em questão o diácono ou a diaconisa. Vai ser fácil:
Andar prudentemente (v. 15);
Não ser insensato (v. 17);
Falar a modo de louvor (v.19)
Dar graças a Deus por tudo, mesmo as amargas lições da vida (v.20)
Sujeitar-se em amor e no temor de Jesus Cristo a outras pessoas (v.21).
E, ainda,
Ser imitador de Deus (v.1);
Andar em amor (v.2)
Entregar-se como sacrifício a Deus (v.2),
porque tudo isso, e mais se poderia dizer, é ser controlado pelo Espírito Santo. Isso é ser um diácono ou uma diaconisa em quem habita a plenitude do Espírito de Deus.

SABEDORIA
Diz-se hochmah em hebraico, e sophia em grego. São palavras interessantes pela riqueza de conceitos que possuem.
Não foi coisa pequena o Espírito de Deus ter inspirado os apóstolos a colocarem como requisito para o diaconato a sabedoria. Ao lado da confiabilidade e da plenitude do Espírito, a sabedoria é uma ferramenta preciosa que dá facilita a tarefa diaconal como conselheiro e auxiliar do seu pastor.
Um breve exame da presença desta virtude nas páginas do Antigo e do Novo Testamentos atesta como é relevante:

¨ "Bem-aventurado o homem que encontra sabedoria..." (Pv. 3.13a);
¨ "A sabedoria é suprema; portanto, adquire a sabedoria... Estima-a e ela te exaltará; abraça-a, e ela te honrará"" (Pv. 4.7, 8);

¨ "Não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade; em toda a sabedoria e entendimento espiritual" (Cl 1.9);

¨ "Andai com sabedoria..." (Cl 4.5a).
E seguiríamos adiante porque no AT, a hochmah, e no NT, a sophia são predicados de quem caminha na vereda dos justos.

RESPEITO É BOM...
O título nada tem a ver com a malcriada reação de algumas pessoas. Realmente, visa a destacar a próxima qualidade do diácono: sua respeitabilidade.
Chama a atenção o fato de que essa virtude é via de mão dupla: o diácono se faz respeitar e respeita a quem serve. Recordemos que o dever de respeitar se faz presente em toda a Bíblia. E como, ao lado do ser servo, são líderes na Casa de Deus, "o ancião e o homem de respeito são a cabeça", ensina Provérbios 9.15a. Não ensina a Palavra que "a quem honra, honra"? (Rm 13.7).
Na língua hebraica, a palavra para "respeito" e "honra" é kavod (dbk). É a mesma que conceitua "intensidade, peso, prestígio, brilho". Kavod é "a glória de Deus", é o "peso moral" de alguém. Por essa razão, tem aplicação tão adequada a esta função de servo da comunidade, de líder comunitário, de pessoa a serviço de Deus e dos santos.

PALAVRA FIRME
A próxima característica do diácono, de acordo com a Palavra Santa, é a firmeza de sua palavra. É o que destaca a Primeira Carta a Timóteo, capítulo 3, verso 8. Aliás, é preceito que está na palavra de Jesus Cristo, que disse, e aqui uso a Bíblia Sagrada em Português Corrente: "Basta que digas 'sim', quando for sim, e 'não', quando for não. Tudo o que passa disso é obra do Diabo" (Mt 5.37). Assim é o caráter diaconal.
Outra tradução do Novo Testamento usa a palavra "sincero" para expressar o conceito acima. Palavra interessante esta. Sincero; dizem os especialistas no assunto que vem do teatro greco-romano. Sentimentos eram expressos com o uso de máscaras de cera. Se a expressão era de alegria ou de tristeza, usava o ator a máscara correspondente. No normal, era mostrada a face sem cera (sin + cera), Ficou claro, não é?
Uma pessoa sincera é a que se apresenta sem máscaras, e cuja palavra é firme. Mas não se confunda sinceridade com falta de educação. "Eu sou muito franca", diz alguém, e em seguida faz uma exibição gratuita de má educação social.
Sinceridade tem, realmente, a ver com a operação do Espírito Santo. Sinceridade endossa o dito anteriormente: a confiabilidade, a plenitude do Espírito, a sabedoria e a respeitabilidade, apanágios do diácono!

TEMPERANÇA
Nem oito, nem oitenta: temperança. A próxima característica do é sua capacidade de equilíbrio representada por essa palavra acima. A função diaconal é solicitada basicamente com respeito à sua sensibilidade e em estar alerta para com as necessidades da igreja a que serve. Como auxiliar do seu pastor, o diácono e a diaconisa são os olhos da igreja para detectar que família ou irmão tem necessidades especiais e urgentes. O livro dos Atos destaca essas necessidades particulares ao dizer que as viúvas [dos gregos] "eram desprezadas na distribuição diária de alimento" (6.1)
Esses homens e mulheres sensíveis e atentos estão investidos daqueles traços espirituais e éticos, que, aliados ao necessário equilíbrio de uma vida temperante, os habilitarão ao exercício correto e adequado dessa importante função.
Não esqueçamos que o mesmo apóstolo Paulo que, pela inspiração do Espírito diz, "os diáconos sejam... não dados a muito vinho" é o que afirma pelo Espírito, "E não vos embriagueis com vinho, em quem há devassidão, mas enchei-vos do Espírito". Ao Espírito, pois!

A TENTAÇÃO DAS RIQUEZAS
O texto de 1Timóteo 3.8 tem traduções variadas. O objetivo é deixar bem esclarecido o ensino de Paulo. A segunda edição da RAB diz " Não cobiçosos de sórdida ganância". A TLH diz "[Os diáconos não devem] ser gananciosos". A Edição Pastoral deixa bem claro, "[Os diáconos não]... ávidos de lucros vergonhosos". Em todos os casos, o Apóstolo quer deixar explícito que a inveja, a avidez, a cobiça, a ganância, o desejo de amealhar pelo amealhar, a ânsia de ganhar pelo ganhar não combinam com as altas qualidades esperadas do diácono e da diaconisa batistas.
No Sermão da Montanha, está registrada a palavra de Jesus que diz, "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (riquezas)". Palavra mais direta não poderia haver.
O diácono há de ser um desprendido das coisas materiais. Não é um imprevidente, um perdulário. Não pode ser, no entanto, um sovina, um somítico porque não é servo do dinheiro, mas faz do dinheiro seu servo para a grandeza do reino de Deus.

CONSCIÊNCIA LIMPA
Esta característica diaconal é até acentuada no Salmo 24, no qual Davi, o poeta, faz a seguinte pergunta, "Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu lugar santo?" A resposta óbvia, e que nasce do caráter do próprio caráter de Deus vem a seguir, "O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente".
Não pode ser de outro modo, porque estamos tratando de consciência limpa, algo que há de ser perfeitamente natural ao caráter cristão. Natural é aquilo que forma a essência de algo. A Palavra de Deus salienta que "se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2Co 5.17). Mas só se está em Cristo; se não possui a mente de Cristo nem vive o estilo de vida do Mestre, tudo continua como era: na malignidade. A diferença está no fato que "o sangue de Jesus... nos purifica de todo o pecado" (1Jo 1.7b). Aí, nosso caráter é todo outro: não somos rancorosos, preconceituosos, invejosos, irascíveis, fingidos e desleais. Esse é o caráter do diácono e da diaconisa cristãos; esse é o caráter do cristão, da nova criatura em Cristo, purificada pelo sangue de Cristo, do que tem a consciência limpa.

NADA A REPARAR
Como ensina o texto de 1Timóteo 3.10: "se [os candidatos a derem diáconos] se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato". O que de tão correto e justo não precisa de reparo, de qualquer justificativa ou explicação é qualificado como irrepreensível, quer dizer, não merece repreensão.
É; a postura do diácono há de ser absolutamente correta. Não pode ser objeto de comentário, censura ou observações desairosas por parte de quem quer que seja. No trato com os irmãos em Cristo, perfeitamente correto; com os descrentes, cordial e respeitoso.
Diáconos e diaconisas são facilitadores muito especiais da Obra de Jesus Cristo. Nada que eles façam deve ser para embaraçar, atrapalhar, prejudicar o bom testemunho e o crescimento do Reino de Deus. Daí, a necessidade de correção nas palavras, justeza nas ações, boas intenções nos pensamentos porque o que fizer, mesmo inconscientemente, resultará em benefício ou prejuízo para a Causa do Senhor, e glória do Seu Nome.
E como, vezes tantas, a única Bíblia a ser lida por certas pessoas é sua vida, tão somente sua vida, mais necessária se faz a conscientização de que diáconos, diaconisas.

O DIÁCONO COMO CHEFE DE FAMÍLIA
Segundo a Escritura Sagrada, o diácono deve ser um padrão como chefe de família. Não pode ser algo menos que isso, pois é uma recomendação bíblica, além de ser ponto de evidente senso comum. O que o texto sagrado quer deixar claro é que deve ser o diácono um bom gestor da vida familiar, um exemplo de marido, deixando esposa e filhos tranqüilos em relação ao presente, e provendo para o futuro. Uma das clássicas versões do Novo Testamento assim coloca, "o diácono seja marido de uma só mulher e governe bem seus filhos e a própria casa" (1Tm 3.12 ARA).
A Bíblia Sagrada tem um especialíssimo lugar para a família. O relato do seu primeiro livro é que Deus a criou debaixo de Sua bênção. A família submissa a Deus é, portanto, abençoada e abençoadora. Seus filhos são as "flechas nas mãos do guerreiro" do Salmo 127, e os "rebentos de oliveira" do Salmo seguinte. Imagine-os no lar do diácono que há de ser, por esse motivo, um exemplo na casa do Senhor?

BOM MARIDO E BOM PAI
É como diz o texto sagrado: "O diácono seja marido de uma só mulher e governe bem seus filhos e a própria casa" (1Tm 3. 12). O diácono há de ser amante da disciplina.
A disciplina, que começa em casa, mantém seu casamento estável e seus filhos em sujeição. A disciplina mantém sua vida espiritual equilibrada, o que trará como conseqüência uma consciência tranqüila, um coração alerta do qual procederão conselhos e ponderações que somente ajudarão a igreja e seu pastor a prosseguir no seu caminho.
Uma vida conjugal bem ajustada, uma família criada aos pés de Jesus Cristo, compreensão e carinho entre os familiares, testemunho fiel dos pais, bom procedimento dos filhos, são basilares para que o mundo veja a diferença que Cristo faz na vida. Afinal, diz a Santa Palavra que "Se alguém está em Cristo é uma nova criatura", e as coisas do passado ficaram para trás porque tudo é novidade de vida.

"...quanto às mulheres..."

Deste modo, Paulo inicia suas instruções com relação às diaconisas. Tudo o que foi dito aos candidatos homens ao diaconato tem pertinência com respeito às candidatas. A dignidade é a mesma, por essa razão, "devem ser dignas de respeito, não maldizentes, ajuizadas, fiéis em todas as coisas" (1Tm 3.11, Edição Pastoral).
É digno de observação que Paulo faz um especial destaque quando fala das candidatas a este ministério. Devem ser elas não maldizentes; ajuizadas; fiéis em todas as coisas.
Esse diferencial tem cabimento, visto que as mulheres cristãs são pessoas tão especiais que o apóstolo Pedro na sua Primeira Carta, capítulo 3.4 coloca como qualidade distintiva das senhoras e jovens cristãs "o incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo" (VRA) ou, como diz a Edição Pastoral, "o enfeite inalterável de caráter suave e sereno" O apóstolo é bem claro: é necessário que as queridas irmãs sejam "respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo", assim verte a ARA, o que a BSPC coloca como "dignas, não murmuradoras, pessoas de bom senso e fiéis em tudo".
Realmente, se há um destaque, é porque diaconisas são pessoas especiais. Purificadas de seus pecados pelo sangue de Jesus, como ensina João, filhas amadas de Deus, influentes na congregação dos crentes, são, em verdade, criaturas muito especiais. São senhoras de uma dignidade ou respeitabilidade a toda prova, não passam adiante o que alguém lhe confidencia, nem aceitam de primeira o que lhe chega aos ouvidos sobre outros irmãos, por isso não podem ser maldizentes ou murmuradoras. Equilibradas em tudo o que pensam, dizem e realizam, quer dizer, temperantes ou de bom senso. Fiéis. Essa é a maior prova de lealdade ao Mestre e Sua Igreja, à Denominação a quem servem, e à igreja local onde exercem o ministério da diaconia.

QUE FAZ UM DIÁCONO?
Sim; quais as funções de um diácono numa igreja evangélica? Que é um dos oficiais da igreja, juntamente com o pastor, já o sabemos. Porém, qual a sua tarefa básica?
Em outro grupo religioso, o diaconato é um passo para chegar ao sacerdócio. O seminarista é ordenado diácono, estagia por algum tempo, e vai ascendendo até ser ordenado sacerdote, quando, segundo a doutrina do grupo, recebe o direito de fazer a transformação do pão na carne de Cristo e do vinho no Seu sangue, assim como o poder de perdoar os pecados alheios. A Bíblia, aliás, nada fala sobre essas práticas.
A Palavra de Deus explica que o diaconato nasceu de uma preocupação social. O livro dos Atos dos Apóstolos no seu capítulo 6 registra as razões para a instituição desses oficiais na igreja: o aumento dos novos discípulos, a murmuração de um segmento que julgava ser preterido na distribuição de "cestas básicas", o desvio dos pastores de suas funções com a preocupação com a distribuição diária dos gêneros alimentícios e assemelhados.

A MESA DOS POBRES
O que motiva nossa reflexão ainda é a pergunta "Que faz um diácono?" Segundo o apreciado mestre e doutrinador batista, Dr. W. C. Taylor, em seu renomado e esgotado Manual das Igrejas, os diáconos são responsáveis por três mesas:
à A Mesa dos Pobres;
Cuidando dos Necessitados

Pois nunca deixará de haver pobre na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra. Deuteronômio 15:11
A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.Tiago 1:27
Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé. (Gálatas 6 : 10)
Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; (Romanos 12 : 13)
O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus. (Filipenses 4 : 19)

À MESA DA IGREJA
Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. (João 12 : 2)
E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam. (João 6 : 11)
Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. (Marcos 6 : 37)
Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel. (I Timóteo 5 : 8)

À MESA DO PASTOR
Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. (Hebreus 13 : 7)
Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; (I Timóteo 5 : 17)
Todos os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados. (I Timóteo 6 : 1)
A divisão é auto-explicável, pois a Mesa dos Pobres é a ação beneficente que encontra sua fonte na própria instituição do diaconato. `'E tão somente ir a Atos 6.2, quando homens especiais foram separados para essa tarefa delicada e especial da assessoria, visitação, triagem e distribuição dos gêneros, ou como escreveu Lucas "servir às mesas".
A Mesa da Igreja é a celebração memorial da morte de Jesus Cristo, que periodicamente realizamos. Por ocasião da Ceia do Senhor, nós nos inspiramos e alegramos, e vivemos a esperança do retorno de Cristo para buscar a Sua Igreja. Os diáconos cuidam dessa inspiradora tarefa.
Quanto à Mesa do Pastor, refere-se o Dr. Taylor ao cuidado e sensibilidade especiais que devem ter os diáconos para que o Pastor da igreja e sua família não passem privações econômicas pelo fato de tantas vezes sofrerem calados pressões financeiras fazendo-o, vezes tantas, buscar uma segunda fonte de renda para poder dar dignidade aos seus, adquirir livros, jornais e revistas que lhe sirvam de instrumental para seu ensino e pregações para o bem de seu rebanho.
Que faz um diácono? Fica alerta para as necessidades de seus irmãos de fé, sendo ele mesmo o primeiro a ser abençoado.

RECOMENDAÇÕES
Continuando nossas reflexões sobre a instituição do diaconato, desejamos lembrar aos irmãos que a palavra diácono e seus derivados ("servir, ministrar", "serviço, ministério") aparecem cerca de setenta vezes no Novo Testamento. Basicamente, ser diácono é ser servo ou ajudante. E, embora pareçam palavras tão diversas, diácono e ministro querem dizer a mesma coisa, vindo a primeira do grego e a segunda do latim. Assim Paulo descreve o trabalho de Epafras e o seu próprio (Cl 1.7, 23, 25).
Diácono é, então, um servo. A rigor, alguém que serve a mesa de outro. E nesse fato está todo o belo sentido espiritual da função diaconal, pois o nosso Deus é o diácono por excelência, à luz do Salmo 23.5, "preparas uma mesa perante mim..." E Jesus Cristo, o diácono sem igual, que serve a mesa do Seu povo, como diz Marcos 10.45, "o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos".

TODA UMA HISTÓRIA
Há toda uma história por trás da instituição do diaconato. Está relacionada com o evento registrado em Atos 6.1-6 (seleção e consagração dos Sete para ajudar os Doze na distribuição de ajuda às viúvas gregas.
Há quem se perturbe porque Lucas, o escritor dos Atos, não usa a palavra diácono. Talvez porque não percebam que ele usou o verbo "diaconizar", "fazer o trabalho de diácono" (= servir) no verso 2, e a palavra diakonia nos versos 1 e 4, traduzida por "distribuição" e "ministério", respectivamente. Portanto, a ênfase sobre o serviço social na Igreja apostólica tornou a palavra diácono um termo especialmente adequado a tais pessoas.
Além disso, era prática dos antigos crentes a chamada "festa do amor" (ágape) que envolvia dois fatos: a celebração da Ceia do Senhor, e o ministério de distribuição de alimento e ajuda financeira. Relatos antigos dão conta de que os diáconos recebiam as ofertas e ajudavam na administração dos elementos da Ceia.
Hipólito, um dos teólogos da Igreja antiga, fala de diáconos trabalhando com o seu pastor em funções litúrgicas (culto) e pastorais. Diáconos, diz ele, visitavam os enfermos, os pobres e os indigentes. Visitavam especialmente viúvas, órfãos e prisioneiros. Informavam ao pastor, e levavam aos visitados a ajuda da igreja. O governador da Bitínia, no ano 112, escreveu ao imperador Trajano, e informa que havia ordenado a tortura de duas mulheres cristãs que eram diaconisas.
Que faziam as diaconisas? Pelo menos, três coisas:
Ajudavam no batismo das mulheres;
Visitavam as casas de incrédulos (pagãos), onde havia mulheres cristãs;
Visitavam as irmãs enfermas, e ajudavam-nas em suas necessidades, e davam banho quando já em convalescença.
Sem dúvida, há uma tocante e extraordinária história de fé e serviço na instituição da função diaconal, homens e mulheres ordenados a servir. Por isso, o diaconato, a diaconia, é o alicerce de todo o ministério da igreja, e a marca da Igreja como Corpo de Cristo.

O DIÁCONO E SEUS FUNDAMENTOS
O diácono é o oficial eleito para dedicar-se especialmente à:
Obras o sociais;
Arrecadação de recursos para fins piedosos;
Cuida dos pobres, doentes e inválidos órfãos e viúvas;
Zelar pela ordem e reverencia nos lugares reservados ao serviço divino;
Exercer a fiscalização para que haja boa ordem na Casa de Deus e suas dependências.
Compete ao diaconato sondar a situação financeira dos membros, como também dos novos decididos, tendo como objetivo à elaboração de um cadastro de todos os irmãos que se enquadram na lista dos mais necessitados, cujas características devem ser antecipadamente definidas (I Timóteo 5:8-9). Devendo, também, levando-se em conta os recursos disponíveis, e as necessidades dos órfãos, viúvas e pobres, definir as prioridades a serem atendidas

ASSISTENCIA LITURGICA
Tudo, porém, seja feito com decência e ordem 1 Coríntios 14:40
Embora não haja preceitos bíblicos nos quais possamos identificar as tarefas diaconais relativas à liturgia é compreensível que sendo o diácono um servo da igreja, nada o impede de tomar parte no bom desempenho dos cultos e reuniões, agindo ativamente nas seguintes tarefas:
a) Recepção e indicação de lugares
b) Auxiliar na Ceia do Senhor
c) Ajudar na cerimônia batismal
d) Orientar a reverência no recinto da igreja

PARTICIPANDO DA EVANGELIZAÇÃO
e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava. Atos 6:10

No exemplo bíblico de Estevão, a Palavra de Deus nos mostra que também é função do diácono o trabalho de evangelismo, tanto na área interna, visitando aos membros principalmente se este estiver enfermo, e promovendo a integração dos neófitos, quanto à área externa dando estudo bíblico e visitando as pessoas interessadas.

RELATANDO AS ATIVIDADES
Embora pareçam ser trabalhos burocráticos, são de extrema necessidade para o bom acompanhamento e transparência da ação social da igreja, pelo que se recomenda que o diaconato se responsabilize pelas seguintes tarefas:
a) Escala de diáconos responsáveis pela limpeza e proteção ao patrimônio da igreja
b) Descrição da ação social realizada no mês
c) Publicação de uma prestação de contas dos recursos utilizados no mês.

A palavra de Deus traduz o termo “diácono” como serviço, ministério, assistência. Portanto, o diácono é aquele que, seguindo o exemplo de Jesus Cristo, que veio especial para servir (Mt 20:28), tem o dom se servir às pessoas, para a Glória de Deus.

REQUISITOS BÁSICOS PARA O OFICIO DE DIÁCONO
1. SER VOCACIONADO: O que faz válido um oficio de diácono é a vocação, de modo que ninguém pode executá-lo correta e ordenadamente sem haver sido chamado antes por Deus. A eleição do diácono é uma evidência de que Deus vocacionou aquele irmão para este oficio.
2.SER DISCÍPULO DE JESUS CRISTO: Os diáconos eleitos pela igreja são escolhidos entre os discípulos de Jesus Cristo (Atos 6:1,3).
3. TER BOA REPUTAÇÃO: O diácono precisa e teve ter o reconhecimento perante a igreja e a sociedade de uma vida digna (Atos 6:3).
4. SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO DE DEUS: Como todo o bom cristão, o diácono precisa e necessita ser cheio do Espírito Santo, para desempenha as suas atividades dignamente, demonstrando alegria, paz, amor longanimidade e mansidão ect...
5. SER UM CRISTÃO RESPEITÁVEL: O diácono deve ter um procedimento sério, digno de todo respeito e admiração por parte de todos na igreja.
6.SER CHEIO DE SABEDORIA: Sabedoria concedida pelo Espírito Santo para saberem como resolver os problemas que existem e os que vão surgi.
7. TER UMA SÓ PALAVRA: Não deve ser um difamador ou mexeriqueiro, não deve ser alguém que pense uma coisa e diga outra totalmente diferente, não deve ser uma pessoa que diz uma coisa para pessoa e algo diferente para outra.
8. DEVE CONSERVAR O MINISTÉRIO DA FÉ COM A CONSCIÊNCIA LIMPA: O diácono deve conservar-se firme na revelação graciosa de Deus, com a consciência pura, sem contaminações intelectuais, espirituais e morais (II Tm 3:9).
9. NÃO COBIÇOSOS DE SÓRDIDA GANÂNCIA: O diácono não pode ser alguém que lucra desonestamente. O lucro em si não é pecaminoso, contudo ele pode ser torna vergonhoso se sua obtenção passa a ser o nosso objetivo primário, em detrimento da glória de Deus.
10.SEJAM PRIMEIRAMENTE EXPERIMENTADOS: A conduta do diácono deve ser tão boa que ninguém tenha do que o acusar. Este reconhecimento deve ser por parte da igreja e também da sociedade. Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se (eles) se mostrarem irrepreensíveis, que exerçam o diaconato (I Tm 3:10).

RECOMPENSAS PARA UM DIÁCONO FIEL
A honra concedida por Deus: Se alguém me serve, siga-me, e, onde Eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servi, o Pai o honrará (João 12:26). O reconhecimento da igreja de Cristo e maior firmeza na fé: Pois os que desempenham bem o diaconato alcançam para si mesmos, justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus (I Timoteo 3:13). Lembrança graciosa de Deus: Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos (Hebreus 6:10).

O QUE A IGREJA ESPERA DOS DIÁCONOS
Ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres (priorizar o Reino de Deus).
Ser constante, dizimista e ofertante, demonstrando assim exemplo para os demais irmãos da fé.
Ser irrepreensível na moral, sãos na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade de vida.

QUANTO AS PROGRAMAÇÕES DA IGREJA
Sempre presente em quaisquer atividades realizadas na igreja. (cultos, festividades etc.)

QUANTO AO CUIDADO DO DIÁCONO
Zelar pela boa aparência da sua igreja.
Procurar manter tudo organizado e em bom estado de uso para os cultos.
Ele deve saber de tudo o que a igreja possui, e as necessidades da sua igreja.
Impedir que alguém contribua para a desordem.

OBSERVAÇÕES FUNDAMENTAIS:
O diácono deve ser sempre o primeiro a chegar e o último a sair.
Abrir a igreja e verificar se está tudo em ordem, se não estiver, organizá-la.
Esta sempre alegre e cheia do Espírito Santo para recepcionar os irmãos.
Orar ao Senhor, pedindo-lhe orientação e benções para o trabalho que será realizado.
Ficar à porta recepcionando os irmãos e visitantes que forem chegando, tratando-os muito bem para que possam retornar.
Pedir e fazer sinal de silêncio às pessoas que chegarem conversando.
Permanecer à porta, posicionado de forma a ter uma boa visão da rua e do templo.
Mostra exemplo de ordem, reverência na igreja.
Exorta os irmãos e visitantes quanto às conversas paralelas ou desordens provocadas.
Acompanhar atento todos os atos do culto.
Está sempre atento ao olhar do pastor, verificando se o Pr. Não está precisando de alguma coisa.
Verificar sempre a cada culto, se no púlpito há: água, copos, óleo ungido, cadeiras suficientes, caneta, harpa, cantor cristão, a disposição dos ministros etc.
Auxiliar os irmãos e visitantes no momento da leitura da palavra, como também no momento do ofertório

APÓS AS ATIVIDADES:
Recolhe hinários, pastas e papéis que ficarem sobre as cadeiras, deixando-os já prontos organizados para os próximos cultos ou trabalhos na igreja.
Apagar as luzes dentro e fora da igreja.
Fechar a igreja corretamente depois que todos saírem.

Havendo dado o exemplo do que é ser servo, Jesus Cristo chamou os discípulos para o caminho do serviço (Jo 13.14, 15). Esse é o significado do título desta reflexão, palavra que criamos com o verbo "diaconizar", agir como diácono, como servo.
“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para o homem” (Colossenses 3:23). “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribui a cada um segundo as suas obras” (Apocalipse 22:12).

CONTINUA 

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José Alfinyahu, Teólogo, Parapsicólogo, Psicanalista, Professor, Th.M em bíblia e Th.D em Teologia Sistemática.

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sábado, 17 de março de 2018

DOUTRINA DO BATISMO NAS ÁGUAS

DOUTRINA DO BATISMO NAS ÁGUAS 
DOUTRINA DO BATISMO NAS ÁGUAS 

O BATISMO NAS ÁGUAS
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Mateus 28:19.

ETIMOLOGIA DO TERMO
O termo batismo provém do verbo grego “baptizo” que significa “imergir” ou “mergulhar”. Textos do Novo Testamento nos mostram que os novos crentes eram completamente mergulhados na água. Em João 3:23 por exemplo, “João batizava em Enom, junto a Salim, porque havia ali muitas águas”. Se batizar fosse apenas jogar um pouco d’água na cabeça, não seria necessário um lugar com abundância de água.

A ORIGEM DO BATISMO
O batismo se originou nos tempos do Antigo Testamento. No meio de tantas nações idólatras, que cultuavam vários deuses, os israelitas se destacavam por praticar uma religião monoteísta, o judaísmo, adorando a um único Deus. Eventualmente, pessoas daquelas nações pagãs desejavam converter-se ao judaísmo, o que era possível por meio da chamada “cerimônia de proselitismo”. Havia três exigências para um prosélito: a sua circuncisão, o sacrifício de animais e o batismo nas águas, que era um rito de purificação. Neste último estágio, o gentio era imerso na água, como representação de sua morte para o mundo gentílico (não judeu), e depois surgindo para uma novidade de vida, segundo os padrões estabelecidos na Lei judaica. Obviamente, apenas gentios precisavam ser batizados.
Sendo assim, a origem do batismo remonta a épocas anteriores a Cristo, mas foi mantida pelos cristãos em obediência ao próprio Jesus, o qual, além de ter sido também batizado, ordenou a seus seguidores que continuassem batizando aqueles que quisessem segui-lo.

JESUS SE DEIXOU BATIZAR COMO EXEMPLO
Jesus não tinha do que se arrepender, porque jamais pecou (Hebreus 4:15). Qual a razão do seu batismo, então? João Batista também ficou surpreso ao ver que o próprio Senhor Jesus foi até ele para ser batizado. Cristo não precisava de batismo, mas ele disse que convinha “cumprir toda a justiça”. A Bíblia relata que a justiça de Deus foi cumprida na morte e ressurreição de Jesus. O Senhor, por mais de uma vez, referiu-se à sua morte usando a figura do batismo (Marcos 10:38, Lucas 12:50). Portanto, concluímos que Jesus batizou-se como uma demonstração simbólica daquilo que ocorreria com ele: sua morte (imersão) e sua ressurreição (emersão). Quando nos batizamos, passamos a nos identificar com Cristo, morrendo para este mundo, para ressuscitarmos para o reino de Deus. Romanos 6:3, Colossenses 2:12.

CONTROVÉRSIAS ACERCA DO BATISMO NAS ÁGUAS
O batismo nas águas é talvez o assunto mais controvertido na Bíblia. Por séculos ele tem sido um campo de batalha teológico em que muitos nobres soldados da cruz lutaram, sangraram e morreram. Talvez mais sangue de mártires tenha sido derramado por causa do batismo que por qualquer outra coisa.
Em algumas denominações o batismo não é feito por imersão, mas por aspersão – ou seja, se asperge água sobre a cabeça, ao invés de mergulhar todo corpo. Entre as que batizam por imersão, também existem diferenças: algumas batizam em rio, como no tempo bíblico, enquanto outras o fazem em tanques batismais, dentro do próprio templo, ou mesmo na piscina da casa de algum irmão. Há também a controvérsia acerca de batizar-se ou não crianças.
Na verdade é fato que muitas igrejas não impedem crianças de serem batizadas, conquanto que tenham idade suficiente para entender o seu significado e que seus pais ou responsáveis concordem com a decisão. Em contrapartida, há crentes adultos que ficam adiando o próprio batismo, talvez por comodismo ou ignorância. 
Na Bíblia encontramos referências à circuncisão de crianças.Gênesis 17:12; Levítico 12:3; Lucas 2:21; confrontar com Gálatas 5:6; 6:15, à apresentação de crianças em tenra idade ao Senhor. Levítico 12:6-8; Lucas 2:22-24, bem como ao fato de Cristo haver abençoado algumas crianças durante o Seu ministério (Marcos 10:13-16); mas em nenhum lugar aparece, ao longo do texto Sagrado, qualquer alusão ao batismo de crianças. Foi somente após a era Apostólica que tanto o batismo infantil quanto o batismo por aspersão acabaram sendo incorporados ao cristianismo.

LOCAL DO BATISMO
O batismo marca o momento de iniciação para os novos convertidos a Cristo em sua Igreja. Nesta cerimônia, o convertido é mergulhado por um momento na água, após declarar publicamente seu arrependimento de pecados e sua fé em Jesus como único Senhor e Salvador.
Muitos cristãos acreditam que o batizado em águas, ou simplesmente batismo, é uma parte importante do cristianismo, mas têm dificuldade em explicar a outros praticantes e também a não praticantes o significado do batismo nas águas.
Muitas pessoas afirmam que não se pode batizar em açudes, piscinas etc… Assim sendo, surge uma questão: mas afinal, pode ou não pode? Batizamos em Nome do Pai, do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo nas águas, isto é (Açudes, Rios, Mares), pois a Bíblia cita batismo nas águas e onde tiver água para imersão aí podemos efetuar o batismo bíblico. João 3:23 Fala no batismo em Edom onde tinham muitas águas, não era um rio, a Bíblia diz além do rio Jordão, e em Atos 8:36 fala que o eunuco foi batizado onde se tinha poucas águas e não um rio; este até se espantou e disse: olha ali poucas águas o que me impede de ser batizado?

SIMBOLOGIA DO BATISMO
O que podemos dizer é que o batismo nas águas é um símbolo que deve ser feito para representar a nossa morte para o pecado e ressurreição para Nova vida em Cristo Jesus.
Assim sendo, as águas simplesmente simbolizam sua lavagem do pecado, mas quem está lavando é Jesus com seu sangue na Cruz do Calvário e não as águas de fato.

O que todo cristão deve saber é que o batismo nas águas é um dos passos mais importantes na vida de todo cristã que deseja entregar-se totalmente ao Senhor Jesus.
É um ato de fé, que demonstra o quanto a pessoa quer deixar seus velhos hábitos, erros, mentiras, desobediências, rebeldias etc., para trilhar os caminhos retos do Senhor Jesus e agrada-lO.
O descer às águas, simboliza deixar essa velha criatura sepultada, ou seja “enterrada” ali, lavando-se naquela água de todos os seus pecados e levantando-se para ser diferente, uma nova pessoa, que já não mente mais, que se esforça muito para obedecer e respeitar seus pais, que faz escolhas certas, e principalmente que obedece e respeita a Deus, se afastando de tudo aquilo que não O agrada: más amizades, enganos, mentiras, raivas, maus pensamentos etc.
O batismo nas águas simboliza a confiança total e dependência completa do crente no Senhor Jesus Cristo, bem como o compromisso de viver obedientemente a Ele. O batismo também expressa a unidade com todos os santos (Efésios 2:19), isto é, com cada pessoa em cada nação na terra que é um membro do Corpo de Cristo (Gálatas 3:27-28). O batismo nas águas transmite isso e mais, mas não é o que nos salva. Em vez disso, somos salvos pela graça através da fé, não por obras (Efésios 2:8-9). Somos batizados porque o nosso Senhor assim ordenou: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28:19).

O BATISMO E A SALVAÇÃO EM JESUS CRISTO
O Senhor Jesus determinou: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16:16) Certos grupos cristãos, com base nesse versículo, interpretam que o batismo seria necessário para salvação. Muitos chegam a dizer que "sem o batismo não há salvação". No entanto, não foi exatamente isso que Jesus ensinou. Note que o batismo está relacionado à salvação, no entanto a ausência dele não é associada à condenação. Jesus não disse “quem não for batizado será condenado”. Isto porque nem todos têm oportunidade de batizarem-se quando passam a ter fé. Podemos citar o exemplo bíblico do malfeitor na cruz, que se arrependeu e confessou a Jesus como Senhor. A resposta de Cristo para ele foi: “hoje estarás comigo no paraíso”. E sabemos que aquele malfeitor não chegou a ser batizado, pois morreu logo em seguida. No entanto, ele foi salvo. Da mesma forma, não duvidamos da salvação de alguém que se arrependeu de seus pecados e se converteu a Cristo no leito de morte, mesmo que não haja tempo ou condições para ser batizado. Isso significa que o batismo é para a vida, ou seja, para nós que vivemos como testemunhas de Cristo. Sendo assim, ser batizado significa também não se envergonhar de Jesus e de seus mandamentos. Se alguém tem vergonha de ser batizado, também terá vergonha de se identificar publicamente como cristão. Neste sentido, o batismo serve também como teste da disposição de alguém em seguir a Cristo.

O batismo nas águas é para os crentes. Antes de sermos batizados, devemos chegar a crer que somos pecadores necessitados de salvação (Romanos 3:23). Devemos também crer que Cristo morreu na cruz para pagar pelos nossos pecados, que Ele foi sepultado e que ressuscitou para assegurar nosso lugar no céu (1 Coríntios 15:1-4). Quando nos voltamos para Jesus, pedindo a Ele que perdoe nossos pecados e seja nosso Senhor e Salvador, nascemos de novo pelo poder do Espírito Santo. Nossa salvação eterna é garantida, e começamos a morrer para nós mesmos e viver para Cristo (1 Pedro 1:3-5). Sendo assim, nesse momento estamos biblicamente qualificados para sermos batizados.
O batismo nas águas é um belo quadro do que o nosso Senhor fez por nós. Quando estamos completamente imersos na água, simbolizamos o sepultamento com nosso Senhor; somos batizados em Sua morte na cruz e não somos mais escravos do eu ou do pecado. Romanos 6:3-7. Quando somos levantados da água, somos simbolicamente ressuscitados PARA uma nova vida em Cristo para estar com Ele para sempre, nascidos na família do nosso Deus amoroso. Romanos 8:16. O batismo nas águas também ilustra a limpeza espiritual que experimentamos quando somos salvos; assim como a água purifica a carne, assim também o Espírito Santo purifica nossos corações quando confiamos em Cristo.
Os cristãos devem ser batizados por obediência e amor a nosso Senhor Jesus (João 14:15). O batismo nas águas por imersão é o método bíblico do batismo por causa de sua representação simbólica da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo.

O fato de que o batismo nas águas não é um pré-requisito para a salvação é mais bem visto no exemplo de um homem salvo que não foi batizado em água - o criminoso na cruz (Lucas 23:39-43). Este pecador confesso reconheceu Jesus como seu Senhor enquanto morria em uma cruz ao lado dEle. O ladrão pediu a salvação e foi perdoado de seus pecados. Embora nunca tenha experimentado o batismo nas águas, naquele momento ele foi batizado espiritualmente na morte de Cristo, e então foi ressuscitado à vida eterna pelo poder da palavra de Cristo (Hebreus 1:3).

SOMOS SALVOS PELA GRAÇA DE DEUS, MEDIANTE A FÉ
Graça é favor imerecido, portanto, salvação não se conquista, se recebe gratuitamente pela fé. Sendo assim, torna-se muito importante compreendermos o verdadeiro sentido da “fé”, que vai além de uma mera crença, significando um comprometimento real com Cristo, ou seja, com seus ensinamentos – entre os quais também está o batismo.

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” (Efésios 2:8-10 / Note que as boas obras são o resultado da fé em Jesus, a evidência de um salvo, e não o preço que pagamos por nossa salvação).
“Por isso, quem crê [tem fé] no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (João 3:36)

O batismo não dá origem à fé
O batismo não salva, mas é para o salvo, devendo ser ministrado apenas a quem primeiramente aceitar o evangelho, isto é, a quem demonstrar fé em Jesus Cristo como seu Senhor, seguindo seus ensinamentos:
“Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.” (Atos 2:41-42)
“Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa. Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus.”. Atos 16:30-33.

O PROPÓSITO DO BATISMO
É essencial que o novo convertido a Cristo entenda o propósito de precisar ser batizado. Podemos resumir a finalidade do batismo em três aspectos:

1) Identificação com Cristo. No batismo, o recém-convertido testifica que Cristo morreu por seus pecados e que ressuscitou para lhe dar nova vida. O batismo indica que o crente morreu para o velho modo de viver e entrou em “novidade da vida”, mediante a redenção que há em Cristo:
“Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.” (Romanos 6:3-11)
2) Morte para a velha vida.
O ato do batismo nas águas não leva a efeito essa morte para a velha vida e novidade com Cristo, mas a pressupõe e a simboliza:
“E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele.” (Atos 22:16)
“Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes.” (Gálatas 3:26-27)
3) Identificação com a Igreja.
O batismo nas águas também significa que o convertido se identifica com o corpo de Cristo, a Igreja. Os crentes batizados são admitidos na comunidade da fé e, com sua atitude, testificam publicamente diante do mundo sua lealdade a Cristo, juntamente com o povo de Deus.

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” (1 Coríntios 12:12-13)

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.” (Efésios 4:1-6)
Como se percebe, o batismo é fundamental para se iniciar um vínculo do novo crente em relação a Cristo, a Igreja e a sociedade, que perceberá nele uma real mudança nas atitudes. O batismo é o marco divisório entre o passado sem Cristo e a presente condição de salvo.

CONDIÇÕES PARA O BATISMO
Uma verdadeira fé em Cristo é a única exigência para o batismo. Por exemplo, quando o eunuco perguntou a Felipe se ele podia ser batizado, a resposta foi: “É lícito, se crês de todo o coração.” (Atos 8:37a) Uma vez que somos salvos pela fé, esta é a condição primordial para quem dá o primeiro passo na vida cristã. Seria incoerente batizar descrentes. Mas, o que vem a ser fé? Há uma definição na própria Bíblia; embora não seja uma definição completa, vale como ponto de partida:
“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem.”. Hebreus 11:1.
Sendo assim, o batismo deve ser a prova exterior de uma mudança interior, ou seja, “a prova das coisas que se não veem.” Ter fé em Cristo significa estar em harmonia com seus ensinamentos – ou, como prefere dizer João (tanto em seu evangelho quanto nas epístolas), ter fé significa permanecer nele, em Cristo. E, para que não haja dúvidas, “nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” (1João 2:6) Esse é o conceito primordial de fé – significa estar em sintonia com Deus, ou seja, com a sua vontade, a qual foi revelada em Jesus e que se resume no amor a Deus e ao próximo. Portanto, a fé salvadora é um caminho no qual devemos andar e não apenas uma crença que precisamos acatar. De fato, o próprio Jesus nos ensinou que não há salvação sem arrependimento de pecados e sem o perdão ao próximo. Desta forma, e colocando em termos práticos, a condição para o batismo é a fé em Cristo, a qual se demonstra em duas atitudes:

1) Arrependimento de pecados.
Sem arrependimento de pecados não pode haver perdão e, consequentemente, salvação. O perdão dos pecados mediante o arrependimento era o tema central da pregação de João Batista:
“E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados” (Lucas 3:3)
Esse arrependimento precisava ser comprovado por meio de uma radical mudança de atitude. João Batista chamava isso de “frutos dignos de arrependimento” (Lucas 3:8). Atente para o que ele dizia às pessoas que o procuravam para batizar-se:
“Então o povo perguntava: ‘O que devemos fazer?’ Ele respondia: ‘Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma, e quem tiver comida reparta com quem não tem.’ Alguns cobradores de impostos também chegaram e perguntaram a João: ‘Mestre, o que devemos fazer?’ Não cobrem mais do que a lei manda! -respondeu João. Alguns soldados também perguntavam: ‘E nós, o que devemos fazer?’ E João respondia: ‘Não tomem dinheiro de ninguém, nem pela força nem por meio de acusações falsas. E se contentem com o salário que recebem.'” (Lucas 3:10-14 NTLH)
Compreendemos que antes do batismo os novos crentes eram orientados a confessarem seus pecados a Deus por meio da oração.
“Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.” (Mateus 3:5-6)
Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado. Salmos 32:1-5.

Quanto ao futuro, Deus concede o auxílio do Espírito Santo para fortalecer o novo convertido e ajuda-lo a não permanecer na prática do pecado:
“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.” (Atos 2:38-39)

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério” (Atos 3:19-20a – ênfase nossa) Como vimos, o batismo exige um verdadeiro arrependimento, o qual se caracteriza pela mudança nas atitudes. Isso não significa que após o batismo seremos perfeitos e nunca mais iremos pecar, mas significa que não desejamos mais praticar o pecado. Se viermos a cometê-lo, sentiremos tristeza por causa disso, o que comprovará sermos habitação do Espírito Santo - este nos conduzirá a confessarmos nossos pecados e a sermos regenerados em Cristo.

2) Perdão ao próximo.
Por diversas vezes Jesus nos alertou que seremos perdoados na medida em que perdoarmos nosso semelhante. Logo, se não houver perdão, também não haverá salvação. Isso não significa que o perdão ao próximo seja uma prerrogativa meramente humana, pois o perdão provém de Deus e nEle deve ser buscado.

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6:14,15)

“Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.” Mateus 18:32-35.

DEVEMOS ESPERAR ALGUM TEMPO PARA BATIZAR
No livro de Atos dos Apóstolos encontram-se nove relatos de batismos. A análise destas passagens mostra um fato comum a todos eles: o batismo acontecia imediatamente após a confissão de Jesus Cristo como único Senhor e Salvador. Os apóstolos não esperavam nem sequer um dia! Vamos conferir:
- No pentecostes (Atos 2:38,41)
Batizaram três mil convertidos em um só dia.
- Os samaritanos (Atos 8:12)
O único requisito era dar crédito a palavra do reino e ao nome de Jesus. Não era necessário passar por provas, nem necessitavam de meses de estudos bíblicos.
- O etíope eunuco (Atos 8:36-38)
Era um gentio. Filipe nem o conhecia. Talvez por esta razão a pergunta: “Há algo que impede que eu seja batizado?” A resposta foi: “É lícito, se crês de todo coração.” Quando o eunuco respondeu com a confissão de crer em Jesus, Filipe o batizou imediatamente, no rio mais próximo.
- Paulo (Atos 9:17,18; 22:13-16)
Foi o caso que mais demorou, três dias. Mas isto só aconteceu porque ele estava isolado, não havendo quem o batizasse. Tão logo Ananias chegou Paulo foi imediatamente batizado.
- Cornélio e a família (Atos 10:44-48)
Neste episódio tratava-se de muitos gentios que Pedro acabara de conhecer. No entanto, ele mandou batizá-los imediatamente, mesmo sabendo que os judeus em Jerusalém iriam estranhar e questioná-lo.
- Lídia e a família (Atos 16:13-15)
O texto dá o entendimento de que o batismo logo aconteceu.
- O carcereiro e a família (Atos 16:30-34)
Uma família inteira foi batizada no mesmo instante que passaram a crer em Cristo, e isto aconteceu de madrugada! Acredita-se que foram batizados em um tanque.
- Crispo e outros de Corinto (Atos 18:8)
A única condição para serem batizados era crer. O texto não especifica se foram batizados no mesmo dia, mas também não fala o contrário.
- Os doze efésios (Atos 19:4,5)
Assim que foram ensinados sobre Jesus, receberam o batismo.

CONTINUA...

SHALOM ADONAY

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